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Este artigo reflete sobre a memória e a literatura, ambas inseridas numa perspectiva hermenêutica. Mostraremos que uma obra literária tanto quanto um documento e/ou arquivo histórico precisam ser interpretados, isto é, não devem ser compreendidos somente no que dizem, mas também nas experiências que testemunham em suas entrelinhas. O que os leitores apreendem desta narrativa históricoliterária não seria a vida em si, que permanece um enigma, entretanto, compreenderia os significados em que a vida se traduz, ou seja, suas categorias. Uma dessas categorias manifesta-se nas obras artísticas: a estética e o seu anverso a ética. A literatura pode ser vista como uma obra ensaística que se opera na manifestação específica da linguagem.